Floresta Viva

Campanha de financiamento coletivo para promover a restauração ecológica lançada pelo BNDES em novembro de 2021. Trata-se de um modelo de finanças híbridas para fomento da bioeconomia, onde cada real investido pelo setor privado, o banco investirá o mesmo tanto.

Os projetos são apoiados com R$ 47 milhões em recursos não reembolsáveis do Fundo Socioambiental do BNDES e da Petrobras, com gestão do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio).

Na sua segunda fase, anunciada em agosto de 2025, o BNDES destinará R$ 100 milhões ao Floresta Viva, com a expectativa de chegar a R$ 250 milhões com o apoio de parceiros. A primeira fase já havia mobilizado R$ 460 milhões para restauração de 8.500 hectares.

“São recursos não reembolsáveis, mas o crédito de carbono gerado pode voltar para a empresa, para ser negociado e aposentado. As empresas podem ter até lucro.”

Gustavo Montezano, presidente do BNDES, na Agência Estado/Correio Braziliense, novembro de 2021

O programa almejava, no seu lançamento, restaurar até 35 mil hectares em diferentes biomas, inclusive em terras indígenas, quilombolas ou comunidades tradicionais.

Editais

  • Manguezais: recuperação de mangues e restingas em toda a costa brasileira. Ele selecionou oito projetos e prevê a recuperação de 1.757 hectares. Parte dos recursos provêm da Petrobras (2022);
  • Pernambuco: Governo de Pernambuco e Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) receberam recursos para investimento em projetos de restauração e ecológica e produtiva no estado (2023). Outro edital, Águas do Beberibe, prevê um investimento de R$ 10 milhões por parte do Grupo Heineken na restauração em áreas de 35 municípios do Aquífero Beberibe (2026);
  • Corredores no Cerrado e no Pantanal: O edital Corredores de Biodiversidade, num total de R$ 58 milhões, e que selecionou 12 projetos visando restaurar 2.700 hectares ao longo de quatro anos e fortalecer a restauração e as cadeias produtivas associadas em corredores de biodiversidade do Cerrado e do Pantanal, nos estados da Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Dentre as entidades selecionadas estão a Associação Cerrado de Pé, a Rede de Sementes do Cerrado, a Associação dos Produtores Agroecológicos do Alto São Bartolomeu (Aprospera) e Cooperativa dos Agricultores Familiares e Agroextrativistas do Vale do Peruaçu (Cooperuaçu). Parte dos recursos provêm da Petrobras (2024);
  • Mata Atlântica no sul da Bahia e norte do Espírito Santo: O edital Conectando Paisagens visa a restauração com espécies nativas na Mata Atlântica e uso sustentável do solo, com implantação de sistemas agroflorestais e fortalecimento de cadeias locais da restauração no Corredor Central da Mata Atlântica. Serão investidos R$ 8,15 milhões na restauração de 485 hectares. As organizações que tiveram seus projetos selecionados são: Associação de Produtores Rurais do Assentamento Pedra Bonita, Instituto Marinho para o Equilíbrio Socioambiental, Sociedade Amigos por Itaúnas (Sapi), Fundação José Silveira/ Programa Arboretum, Instituto Mãe Terra, Instituto Ciclos de Sustentabilidade e Cidadania, e Grupo Ambiental Natureza Bela. Trata-se de parceria com a gestora de fundos iNovaLand. O Fundo Ambiental Sul Baiano (Fasb), programa de incubação e aceleração de projetos socioambientais com foco na restauração da Mata Atlântica, fornecerá assistência técnica aos proponentes e aos projetos selecionados (2024);
  • Bacia do Xingu: edital selecionou quatro projetos para restauração de 700 hectares. Além disso também serão realizadas a mobilização e o fortalecimento de grupos de coletores de sementes, estruturação de viveiros, criação de uma agroindústria para beneficiamento de cacau e fomento à pesquisa científica. O matchfunding é proveniente da geradora Energisa (2024). Um segundo edital para projetos de restauração, capacitação e fortalecimento das cadeias produtivas na bacia do Xingu (2025).
  • Sudeste do Paraná: edital no valor de R$ 8,8 milhões para restauração, fortalecimento da cadeia produtiva e formação de corredores ecológicos de Mata Atlântica (2024);
  • Estado do Rio de Janeiro: Aportes a projetos do governo do Estado do Rio de Janeiro: primeiro para o programa Florestas do Amanhã (2022), depois para o edital Florestas do Rio, de R$ 60 milhões, em parceria com o Funbio e a Aegea Saneamento, para cerca de 30 projetos de restauração (2024) e o edital Florestas do Rio 2 (2026), com meta de plantio de 1,5 milhão de mudas até 2027 em 36 municípios;
  • Caatinga no Ceará: liberação de R$ 10 milhões, com recursos da Heineken, para a restauração de 340 hectares na Serra da Aratanha e no Parque Estadual das Águas, manancial de Fortaleza (2025);
  • Bacia do Taquari/ MS: Caminhos das Nascentes (2025);
  • Sul da Bahia: O edital Conectando Paisagens (2) contempla as cidades de Conceição da Barra, Jaguaré, Linhares, São Mateus, Pedro Canário e Sooretama, no norte do Espírito Santo, e nove municípios do Sul da Bahia (2025);
  • Terras Indígenas: edital seleciona projetos em 61 terras indígenas no Tocantins, Maranhão e Mato Grosso (2025);
  • Pantanal: edital para fortalecimento dos recursos hídricos na Bacia do Alto Paraguai, no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com recurso do Instituto Aegea (2025);
  • Bacia do Paranaíba/ MG e GO: edital de R$ 20 milhões com recursos da Axia Energia para recuperação de áreas degradadas, recomposição de matas ciliares, melhoria da qualidade da água e fortalecimento de cadeias produtivas ligadas à restauração florestal (2025);

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