Florestas do Amanhã

Programa desenvolvido pela Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade do Rio de Janeiro e o Instituto de Desenvolvimento e Gestão de restauração de áreas degradadas em unidades de conservação e outras áreas prioritárias.

O Florestas do Amanhã foi anunciado em novembro de 2021, durante a COP 26, a Conferência das Partes da Convenção do Clima, onde o governo fluminense declarou a sua intenção de elevar a cobertura florestal de Mata Atlântica no estado de 30% para 40% até 2050.

Ao todo são 400 mil hectares a serem restaurados em diversas etapas até o ano de 2050, com o intuito de contribuir com 159 milhões de toneladas de CO2 a serem retirados da atmosfera. 

O Globo, maio de 2024

Desde sua criação, o Florestas do Amanhã já lançou cinco editais, dois deles em parceria com o BNDES, e se consolidou como o maior programa estadual de restauração florestal do país.

Com o edital Florestas do Rio, o programa passa a somar mais de R$ 100 milhões investidos, com plantio de mais de 2,15 milhões de mudas e recuperação de mais de 1.294 hectares de Mata Atlântica em 18 municípios fluminenses.

Diário do Rio, junho de 2026

Primeira fase: inicialmente, o programa Florestas do Amanhã apoiou projetos, dentre outros:

  • Polo GasLub – Uma das áreas onde já ocorreu plantio no âmbito do programa, numa iniciativa de compensação por impactos da Petrobras. São 330 hectares em Itaboraí, mas a expectativa é chegar a 400 hectares, num total de 880 mil mudas, ao final de 2020;
  • São Gonçalo: em 2021 foi iniciada a restauração de um total de 90 hectares distribuídos entre as áreas de proteção ambiental de Estâncias de Pendotiba, Engenho Pequeno e Alto do Gaia, no Morro da Matriz, no Instituto Gênesis e na Fazenda Colubandê.
  • Edital lançado em junho de 2023 destinou R$ 25 milhões para projetos em ltaboraí, Tanguá, Guapimirim, Magé, Cachoeiras de Macacu, Niterói, São Gonçalo, Maricá e Rio Bonito. Foram selecionados o Projeto Ação Macacu, do Instituto de Ação Socioambiental (ASA) e No Caminho da Mata Atlântica: restaurando paisagens produtivas no Recôncavo da Guanabara, do Instituto Internacional para a Sustentabilidade (IIS-Rio).

Segunda fase: lançada em 2024, ela previa a restauração de 200 hectares em Guapimirim, Magé e Cachoeiras de Macacu.

Um primeiro edital foi publicado em maio para seleção de entidades executoras para o restauro dos primeiros 150 ha. Em setembro foi publicado novo edital, no valor de R$ 60 milhões, para seleção de projetos para recuperar mais de 500 hectares.

Terceira fase: em junho de 2026 foi anunciado um novo aporte para o programa: R$ 39,5 milhões para recuperar 482 hectares de Mata Atlântica e 18,7 hectares de manguezais. Ao todo, sete instituições foram selecionadas para executar os projetos, em 10 municípios: Cachoeiras de Macacu, Itaboraí, Magé, Silva Jardim, Paracambi, Miguel Pereira, Rio de Janeiro, Engenheiro Paulo de Frontin, Maricá e Rio Bonito. Este valor poderá ser dobrado via aplicação de um mecanismo de matchfunding.

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Localização:

Estado do Rio de Janeiro