Governo do Ceará

O governo estadual desenvolve algumas iniciativas que visam a promoção da restauração ecológica. Dentre elas:

  • Programa Ceará Mais Verde: elemento do Plano Estadual de Florestamento e Reflorestamento voltado para a proteção de nascentes e matas ciliares. Ele visa promover a produção de mudas nativas e projetos de restauração ecológica por meio de parcerias público-privadas. Em 2022 havia uma meta de plantio de 100 mil mudas nativas ao longo de 2022;
  • Programa Sertão Vivo: lançado em 2024, com R$ 251 milhões do BNDES e do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA-ONU), ele visa promover a resiliência agrícola em pequenas propriedades no semiárido, inclusive via sistemas agroflorestais. Sua meta é beneficiar 500 mil famílias vulneráveis em 72 municípios cearenses;
  • Projeto Recaatingamento, de expansão dos plantios de umbuzais;
  • A Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (Sema) estuda lançar, na segunda metade de 2023, uma Política de Pagamento por Serviços Ambientais.
  • No início de 2025 o governo estadual contou com a liberação de R$ 10 milhões do programa Floresta Viva, com recursos da Heineken, para a restauração de 340 hectares na Serra da Aratanha e no Parque Estadual das Águas, manancial de Fortaleza.

O foco é a recarga hídrica dos cursos de água da região em torno dos açudes de Gavião, Riachão e Pacoti e no Rio Cocó, a partir da restauração de áreas florestais em mananciais. A iniciativa pretende fortalecer ainda o Corredor Ecológico do Rio Pacoti, que abrange as áreas de proteção ambiental das serras de Baturité e Aratanha, Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) de Chanceler Edson Queiroz, Terra Indígena Pitaguary e Terra Quilombola Alto Alegre – pontos que representam a principal fonte do sistema de abastecimento de água em toda a região metropolitana de Fortaleza.

BNDES, janeiro de 2025

Cílios do Jaguaribe

Projeto de restauração e educação ambiental na Bacia do Jaguaribe, lançada em abril de 2024. Ele prevê um investimento de R$ 2,8 milhões, obtidos via compensação ambiental da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), na recuperação de 34,45 hectares de matas ciliares, entre os municípios de Iguatu e Arneiroz. Serão realizados o plantio e a manutenção de mudas nativas.

Viveiros

A Sema administra três viveiros estaduais: no Parque Estadual Botânico do Ceará, na Área de Proteção Ambiental (APA) da Serra de Baturité e no Parque Estadual do Cocó. Eles produziram mais de 215 mil mudas nativas em 2024. O governo estadual também co-coordena uma série de viveiros regionais (Acopiara, Croatá, Morada Nova, Cruz, Jardim, Tauá e General Sampaio).

A distribuição dos viveiros regionais abrange diferentes polos do estado. Estão localizados nos municípios de Acopiara, no Centro Sul; Jardim e Campos Sales (Cariri); Croatá e Ubajara (Serra da Ibiapaba); e Tauá (Sertão dos Inhamuns). “Isso possibilita uma logística eficaz para a doação de mudas, para o desenvolvimento de projetos de florestamento, reflorestamento, arborização e educação ambiental, por todo o Ceará”, explica o técnico da Célula de Políticas de Flora (Ceflor/Cobio), Lucas Silva. Em dezembro último, a equipe técnica do viveiro de General Sampaio, foi capacitada para iniciar a produção.

Governo do Ceará, janeiro de 2022

Parte das sementes utilizadas pelos viveiros estaduais é coletada na Área de Proteção Ambiental da Bica do Ipu, perto da divisa com o Piauí.

Qualquer cidadão do Ceará pode solicitar mudas nativas para plantio em casa ou em áreas públicas, conforme processo detalhado aqui.

Saiba mais

Localização:

Ceará

E-mail:

cearamaisverde@sema.ce.gov.br (doações de mudas)