Fundação Florestal

A Fundação para a Conservação e a Produção Florestal do Estado de São Paulo (Fundação Florestal), ligada ao governo paulista, desenvolve algumas iniciativas voltadas para a restauração ecológica:

  • Programa de Recuperação Ambiental nos biomas da Mata Atlântica e do Cerrado: a Fundação Florestal mantém um Banco de Áreas em unidades de conservação estadual passíveis de restauração. Em meados de 2023 elas totalizavam 455 hectares a recuperar. Outros 445 hectares integravam a Prateleira de Projetos do Programa Nascentes e tinham projetos pré-aprovados pelos órgãos ambientais;
  • Programa de Pagamento por Serviços Ambientais, criado em 2021 e implementado em 2023. Ele foca, sobretudo, na remuneração de agentes indígenas envolvidos com a restauração ecológica em seus territórios, como a Terra Indígena Jaraguá, na cidade de São Paulo e a TI Rio Branco, em Itanhaém.

Em 142 dias de atividades, o PSA Guardiões da Floresta remunerou 110 indígenas com repasses totais de R$ 333,3 mil em benefícios, e mais oito aldeias devem ser incluídas em breve, segundo a fundação. As diárias, segundo Lefkovics, variam de R$ 110 a R$ 220, e os valores são calculados pela área percorrida e a atividade realizada. “A gente é bem chato com compliance”, fala o gestor, “e eles também, os dados vêm georreferenciados, as trilhas, com o antes e o depois, e cada aldeia decide como quer receber, se via alguma associação ou individualmente”.

O trabalho das equipes prevê monitoramento ambiental, com câmeras e registros da fauna do local, que ajuda a fundação a monitorar a presença de animais na área e sua proteção; restauração florestal, com a erradicação de espécies exóticas e plantio de plantas naturais da região em seu lugar; controle de invasores nas áreas protegidas; qualificação intercultural para troca de informações sobre práticas tradicionais que muitas vezes foram sendo esquecidas ou abandonadas; e turismo de base comunitária, pelo qual as aldeias recebem grupos de estudantes ou visitantes interessados em cerimônias e atividades, que pagam pelo acesso, gerando mais uma fonte de renda para a comunidade.

Folha de S. Paulo/ ISA, julho de 2024
  • Programa Abelhas Nativas, criado em 2020, conectar o monitoramento desses polinizadores a ações de restauração da vegetação, educação ambiental e geração de renda em 25 unidades de conservação. É particularmente associado ao PSA Juçara;
  • Restauração de cicatrizes na Serra do Mar em São Sebastião, em processo executado pelo Instituto Conservação Costeira;
  • Programa de Conservação da Palmeira-Juçara e PSA Juçara;
  • Pesquisa e conservação do mico-leão-da-cara-preta no Parque Estadual do Lagamar de Cananéia;
  • Em 2025 a Fundação Florestal lançou, com vários outros parceiros, sobretudo a UFSC, uma Plataforma de Áreas para Restauração em Unidades de Conservação paulistas. Ela identifica 20 mil hectares prioritários para a restauração.

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