Governo do Estado de São Paulo

O governo estadual desenvolve diversas iniciativas com fins de restauração ecológica, alguns deles por meio de instituições sob seu guarda-chuva, como o Jardim Botânico de São Paulo, o Instituto de Pesquisas Ambientais, a Fundação Florestal e a Secretaria de Administração Penitenciária.

Entre 2023 e 2025, São Paulo colocou aproximadamente 34 mil hectares em processo de restauração, sendo 11 mil hectares somente em 2025. Esse volume corresponde a cerca de 32% de toda a área restaurada no período e representa aproximadamente 92% da meta estabelecida pelo Plano Estadual de Meio Ambiente, que prevê 37 mil hectares restaurados até 2026. O avanço consolida o Estado como referência em restauração de larga escala na Mata Atlântica. […]

Atualmente, São Paulo conta com 61 grupos de PSA em operação, beneficiando cerca de 1,4 mil famílias em iniciativas de conservação, restauração produtiva e manejo sustentável. Entre os destaques estão o PSA Juçara, que incentiva o uso sustentável da palmeira nativa; o PSA Guardiões das Florestas, que reconhece e remunera comunidades indígenas pelo papel estratégico na proteção das unidades de conservação; e o PSA Refloresta, que remunera proprietários rurais, associações e produtores que adotam práticas como a proteção da vegetação nativa, a implantação de sistemas agroflorestais e silvipastoris e a recuperação de áreas degradadas.

SEMIL, janeiro de 2026

Em 2024, pela primeira vez, em 16 anos, a regeneração superou o desmatamento em São Paulo.

Em junho de 2023 o governo estadual anunciou um investimento de R$ 1 bilhão até 2026 na recuperação de 37,5 mil hectares de áreas degradadas e no incremento da recomposição de corredores ecológicos. A iniciativa também inclui várias medidas de conservação. Os recursos serão distribuídos entre vários programas em andamento. Este investimento está vinculado a parcerias com a iniciativa privada, com possibilidade de geração e comercialização de créditos de carbono.

Dentre os projetos desenvolvidos pelo governo paulista estão:

  • Refloresta SP – iniciativa com foco na promoção do plantio de florestas em sistemas agroflorestais e silvopastoris em áreas que não são de restauração obrigatória e não se encontram ocupadas por atividade econômica, como pastagens de baixa capacidade agrícola;
  • Programa Nascentes – iniciativa da Secretaria Estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente que uniu especialistas em restauração, empreendedores e proprietários de áreas que precisam de recomposição da vegetação nativa, com foco na formação e recomposição de corredores ecológicos. A partir de 2022 ele foi reestruturado e passou a integrar o Refloresta SP. O  Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) promoveram a restauração de quase 760 hectares no período entre o começo de 2020 e meados de 2023, no âmbito do Programa Nascentes, como medida compensatória pelo impacto de suas atividades. O foco do DER foram o Parque Estadual do Aguapeí e, a partir de 2023, o Parque Estadual Rio do Peixe. Já o DAEE promoveu o enriquecimento florestal do Parque Natural Municipal da Cultura Negra – Sítio da Candinha;
  • Programa de Conservação da Palmeira-Juçara, coordenado pela Fundação Florestal;
  • Programa de regularização ambiental, conduzido pela Coordenadoria de Regularização Ambiental Rural (CRAR), que oferece orientação a produtores rurais sobre regularização ambiental, manejo sustentável e uso produtivo de áreas de preservação e vegetação nativa. Pelo menos 200 mil Cadastros Ambientais Rurais haviam sido validados até meados de 2026. Ao longo do processo de regularização, foram validados mais de 1.200 projetos de recomposição, ou 21.500 hectares de áreas de preservação permanente e reservas legais sendo restaurados;
  • Programa Agro Legal;
  • Pomar Urbano;
  • Conexão Mata Atlântica – projeto que fomenta a criação do Corredor Sudeste do bioma;
  • Projeto Fehidro de Monitoramento de Sistemas Agroflorestais;
  • Programa IntegraTietê, que restaurou cerca de 60 hectares na Bacia do Alto Tietê até meados de 2026 com o plantio de 73 mil mudas nativas em áreas vinculadas a Termos de Compromisso de Recuperação Ambiental nos municípios de São Paulo, Guarulhos e Salesópolis. Além do plantio de árvores, os serviços incluem a preparação e o isolamento das áreas, o cercamento para evitar invasões, o controle de espécies invasoras e pragas, o preparo do solo, a adubação, a irrigação, o replantio de mudas, quando necessário, e o monitoramento técnico contínuo da recuperação ambiental;
  • Painel Verde – instrumento online de compartilhamento de dados sobre áreas protegidas, de cobertura vegetal nativa, em processo de restauração, de supressão autorizada e intervenções irregulares autuadas. Os dados sobre restauração ecológica provêm do Sistema Informatizado de Apoio à Restauração Ecológica (SARE), com atualização diária. Em junho de 2023 ele indicava que havia 372 hectares de Cerrado em processo de recuperação ou restauração no Estado, quase 35% a mais que no ano anterior.

Pontal do Paranapanema

  • A SEMIL fechou em 2026 parceria com o Instituto de Terras do Estado de São Paulo (ITESP) para viabilizar a implementação de projetos de restauração de áreas de preservação permanente e reserva legal em assentamentos, via Finaclima-SP;
  • Projeto ARR Corredores de Vida, de restauração de áreas prioritárias para a conservação no Pontal do Paranapanema, desenvolvido em parceria com o Instituto de Pesquisas Ecológicas/ IPÊ e a Ambipar.

Programa Estadual de Restauração e Conservação Ecológica

Iniciativa lançada pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logísitica (SEMIL) em setembro de 2025 de investimentos na conservação e restauração em unidades de conservação e outras terras públicas estaduais, remunerando os prestadores de serviços por meio da cessão do direito de exploração de créditos de carbono, créditos de biodiversidade e outros ativos ambientais gerados nos projetos. Esses ativos poderão ser certificados e comercializados no mercado.

Com isso, o Estado mantém a titularidade das áreas, mas cria espaço para que empresas, fundos de investimento e organizações aportem recursos e recebam a titularidade dos créditos gerados, estimulando a participação do setor privado e fortalecendo a conexão entre conservação ambiental e desenvolvimento econômico”, destacou Natália [Resende, titular da SEMIL]. 

Governo do Estado de São Paulo, setembro de 2025

“A legislação tornou possível projetos de restauração e conservação com menos burocracia e mais incentivos financeiros, o que ajuda a atrair capital privado”, diz Rodrigo Levkovicz, Diretor Executivo da Fundação Florestal.

Capital Reset, outubro de 2-25

RefaunaSP

Programa lançado em 2025 para promover a reintrodução, transferência e reforço populacional de espécies nativas da fauna silvestre em unidades de conservação e outras áreas aptas à presença desses animais.

A iniciativa será conduzida de forma colaborativa pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), por meio da Diretoria de Biodiversidade e Biotecnologia (DBB), e pela Fundação Florestal.

O programa atuará em etapas que incluem o planejamento e a seleção das áreas, a triagem e aclimatação dos animais, a soltura monitorada e a avaliação dos resultados.

Tratado da Mata Atlântica

Em outubro de 2023 governadores das regiões Sul e Sudeste, inclusive do Estado de São Paulo, assinaram um tratado que prevê o plantio de 100 milhões de mudas florestais nativas num conjunto de 90 mil hectares.

Viveiros

O governo paulista administra diversos viveiros que produzem mudas nativas:

Unidades de Conservação

Vários parques estaduais vêm passando por restauração ecológica ou adensamento. Dentre eles o PE Carlos Botelho, a Fazenda Intervale e Serra do Mar.

Nos projetos, há reinserção de árvores nativas, como é o caso da palmeira palmito-jussara nos parques estaduais Carlos Botelho, Intervales e Serra, com mais de 81,2 mil mudas e 1,1 mil quilos de sementes. O replantio ocorreu em áreas próximas ao Gastau (Gasoduto Caraguatatuba – Taubaté).

Campo e Negócio, abril de 2024

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