Projeto de viés acadêmico lançado em 2017 para minimizar os impactos da fragmentação florestal e do isolamento de espécies no interior de São Paulo. Até 2035, a sua meta é recuperar mil hectares de Mata Atlântica e de Cerrado.
Já foram mais de 115 hectares restaurados e 200 mil mudas de árvores nativas regionais plantadas. O plantio ajudou a restaurar o entorno de 27 nascentes e as ações de educação e mobilização do projeto já tiveram a participação de mais de 5 mil pessoas.
Metrópoles, julho de 2026
Trata-se de uma iniciativa da Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (FEALQ) e do Núcleo de Apoio à Cultura e Extensão Universitária em Educação e Conservação Ambiental (NACE-PTECA) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (ESALQ/USP).
“A ideia é que esses corredores ecológicos possam estimular interações entre as comunidades e os agricultores da região, de forma a criar uma relação das pessoas com a implantação dessas novas florestas que podem ser florestas de comida, por exemplo, com os princípios agroecológicos”, explica Faleiros.
Engenheira florestal Karine Faleiros, responsável por processos de educação e articulação de políticas públicas da iniciativa, em artigo do Jornal da USP, 19/3/2021
Banco de Germoplasma
A iniciativa também visa promover a conservação genética de 20 espécies florestais nativas.
Do total de implantações já realizadas, 15 hectares são de um Banco Ativo de Germoplasma (BAG) criado no território. “O BAG é semelhante a um pomar, em que as árvores são manejadas visando a produção de sementes, às quais serão destinadas à produção de mudas ou à restauração florestal, via semeadura direta. É uma ação que aumenta a oferta de sementes qualificadas para realizar o reflorestamento”, explica [Edson] Vidal [professor da ESALQ/USP e coordenador do projeto].
JP/ Sampi, abril de 2024
Feijão-guandu
A equipe técnica do projeto destaca o papel estratégio do plantio do feijão-guandu (Cajanus cajan) como adubação verde nos processos de restauração ecológica.
A espécie arbustiva tem sido fundamental para acelerar a cobertura do solo e garantir o desenvolvimento saudável das mudas nativas plantadas pela iniciativa, otimizando a recuperação de áreas degradadas no interior do Estado de São Paulo.
Jornal da USP, julho de 2026
Saiba mais
- Corredor Caipira
- Cartilhas e outros documentos didáticos
-
“’Corredor caipira’ vai ligar fragmentos de florestas no Estado de São Paulo'” – artigo de Rafael Bitencourt no Jornal da USP – 19/3/2021
- “Caçadores de sementes: projeto cria banco de espécies para preservação da Mata Atlântica” – artigo de Valentina Moreira no Jornal da USP, 21/2/2021
- “Projeto ambiental calcula grau de preservação de SP e propõe reconexão com território” – Jornal da USP, 8/4/2022
- “’Corredor Caipira’ celebra o Dia de Proteção às Florestas” – A Província, 17/7/2023
- “’Corredor Caipira’ vai plantar 90 mil mudas de árvores nativas em Piracicaba” – JP/Sampi, 4/18/2024
- “Cachoeira da Furna vai restaurar 2,5 hectares de floresta nativa” – A Tribuna Piracicabana, 2/12/2024
- “Segurança hídrica: projeto planta mudas para recuperar mil hectares de Mata Atlântica e Cerrado no interior de SP” – Gustavo Nolasco, G1 Piracicaba e Região/ Rede Globo, 14/12/2024
- “Feijão-guandu auxilia nos processos de restauração florestal no interior paulista” – Jornal da USP, 7/7/2026
- “Corredor Caipira: projeto reconecta florestas separadas por obras” – Jorge Agle, Metrópoles, 18/7/2026
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