O projeto Restaura Gurupi, anunciado no final de 2025 e com duração prevista de quatro anos, obteve R$ 8,9 milhões do Fundo Amazônia para restaurar 260 hectares da unidade de conservação maranhense. A iniciativa integra os esforços sobre o guarda-chuva conhecido como Arco da Restauração.
Ele está sendo coordenado pelo Museu Paraense Emílio Goeldi, em parceria com a Associação Conservação da Vida Silvestre (WCS Brasil), Conservação Internacional e outras instituições.
A reserva está inserida na chamada Área de Endemismo Belém (AEB), considerada a mais desmatada ecorregião do bioma, onde estão localizadas espécies ameaçadas de extinção, como os primatas cairara kaapor (Cebus kaapori) e cuxiú (Chiropotes satanas) e as aves mutum-pinima (Crax fasciolata pinima) e jacamim-de-costas-escura (Psophia obscura). A Rebio Gurupi também compõe o “Arco do Desmatamento”, uma área de 500 mil km² que concentra cerca de 75% do desmatamento da Amazônia e que se estende do oeste do Maranhão e sul do Pará até o Acre, passando por Tocantins, Mato Grosso e Rondônia.
Museu Paraense Emílio Goeldi, dezembro de 2025
A REBIO do Gurupi também recebe ações de conservação do Instituto Tamanduá, em parceria com Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (CENAP/ICMBio). Elas trabalham no mapeamento da fauna, inclusive diversas espécies de tamanduás.
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- “Museu Goeldi participa de projeto para restaurar unidade de conservação no Maranhão” – Museu Paraense Emílio Goeldi, 19/12/2025
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