Idesam

O Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia promove, desde 2004, praticas sustentáveis e a bioeconomia em parceria com comunidades tradicionais, produtores rurais e outras organizações.

Dentre as suas principais iniciativas com viés de restauração ecológica estão:

Restauração Ecológica Produtiva

Projeto lançado em 2024, com duração de 48 meses, para promover a restauração de 200 hectares (sendo 80 hectares com sistemas agroflorestais e 120 hectares com o enriquecimento de capoeiras) em unidades de conservação de Manaus, Itapiranga e São Sebastião do Uatumã.

“O propósito é fomentar a cadeia da restauração como um instrumento de mudança do modelo de ocupação da terra, com geração de renda e valorização da alta biodiversidade existente na região”, destacou o diretor Técnico do Idesam e coordenador do projeto, André Viana.

Portal Amazônia, agosto de 2024

O plantio de 200 hectares na RDS do Uatumã, sendo 50 dedicados a sistemas agroflorestais em 12 comunidades, foi iniciado no princípio de 2025.

Especificamente em 2025, as atividades de plantio envolveram 54 famílias e resultaram no plantio de 13.004 árvores, em 13 comunidades. Favorecendo a restauração de 35 hectares e reforçando o engajamento local e a expansão das práticas de restauração ambiental na região, que agora combinam conservação com geração de renda.

Entre as espécies plantadas estão cumaru, breu, andiroba, jatobá, itaúba, copaíba, guaraná, bacuri, acerola, açaí, pupunha e bacaba. Elas foram selecionadas por seu potencial ecológico e extrativista, contribuindo ao mesmo tempo para a biodiversidade e a segurança alimentar das famílias envolvidas.

EcoDebate, agosto de 2025

A iniciativa conta com recursos da Eneva e do BNDES, via programa Floresta Viva, do Governo Federal.

A parceria com a Prefeitura de Manaus, anunciada no fim de 2025, prevê a restauração de 70 hectares em quatro unidades de conservação.

Programa de Produção Rural Sustentável

Iniciativa que pesquisa sistemas de produção sustentável e oferece extensão rural para produtores rurais familiares e apoio a governos. Ele atua em dois municípios do estado do Amazonas, Apuí e Maués.

Um de seus projetos, Café em Agrofloresta, iniciado em 2012, fomentou a criação do Café Apuí.

O programa fez parcerias com algumas empresas:

  • Com a confecção Farm, ele está promovendo o cultivo de café orgânico em sistemas agroflorestais, o que levou à restauração de 21 hectares e o plantio de 10 mil mudas nativas em 19 propriedades rurais. A Farm também patrocina um projeto de restauração na Mata Atlântica, em parceria com a Levi’s;
  • Com a IHS Brasil, está sendo desenvolvido um projeto de compensação via implantação de SAFs com o plantio de mais de 17 mil mudas, sobretudo de café, em 9 hectares;
  • Em 2024 ele obteve apoio do Grupo Carrefour para promover a restauração de 190 hectares até 2027 e o aumento da renda dos pequenos produtores da Café Apuí.

Programa Carbono Neutro

Iniciativa desenvolvida desde 2010 com foco em neutralização das emissões de gases-estufa de indivíduos, empresas e organizações. A compensação se dá por meio do plantio de árvores nativas em sistema agroflorestal na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Uatumã, com previsão de expansão das atividades para Apuí-AM.

“A gente planta espécies florestais, que são as madeireiras de grande porte, que têm maior potencial de sequestro de carbono, e também espécies frutíferas, como o cacau, a graviola, o cupuaçu e palmeiras, como açaí e a pupunha. Nesse arranjo de plantio, no longo prazo, aquela família vai ter uma área super produtiva”, disse a engenheira florestal do Idesam, Isys Nathyally de Lima Silva. […]“Esse plantio, no cenário de seca, ajuda a garantir segurança alimentar para as famílias. Mesmo com árvores que foram afetadas, porque a seca foi muito forte, ainda assim fez a diferença. A gente tem relatos das pessoas falando ‘ainda bem que tem esse SAF aqui”, disse.

Agência Brasil, maio de 2024

Mapeamento de Projetos de Carbono Florestal no Brasil

Iniciativa lançada em março de 2024, com o objetivo de mapear o mercado voluntário de carbono no país e a sua interação com as questões fundiárias e os territórios coletivos. Inicialmente foram incluídos 139 projetos de 60 desenvolvedores.

“A gente queria investigar e entender onde estão os projetos, e de fato pouquíssimos estão em territórios coletivos, como assentamentos, terras indígenas, unidades de conservação que têm comunidades.” [diz Victoria Bastos, líder da área de serviços ambientais do Idesam]

Capital Reset, março de 2024

Amaz Aceleradora de Impacto

O Idesam é coordenador desta aceleradora, criada em 2020. Em meados de 2025 ela tinha um portfólio de 14 negócios focados na gestão sustentável dos recursos naturais, restauração e fortalecimento de cadeias produtivas. Até este momento ela captou R$ 25 milhões.

Com atuação em mais de 6,4 milhões de hectares na Amazônia Legal, a AMAZ Aceleradora de Impacto beneficiou diretamente 1.959 famílias e 45 organizações sociais, gerando R$ 4 milhões em pagamentos a parceiros locais ao longo de 2024.

Revista Cenarium, agosto de 2025

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