A Associação em Defesa do Rio Paraná, Afluentes e Mata Ciliar é pioneira e líder em conservação e restauração ecológica no Oeste Paulista. Ela também teve papel relevante na criação de várias unidades de conservação, como os parques estaduais Morro do Diabo, Peixe e Aguapeí, Estação Ecológica Mico-Leão-Preto e RPPN Foz do Aguapeí, além do Parque Apoena, onde a entidade restaurou mais de 600 hectares de área degradada, com o plantio de 1,2 milhão mudas nativas. Ela também promoveu a restauração do remanescente da Reserva Estadual Lagoa São Paulo, no estado de São Paulo, e o Parque Estadual das Várzeas do Ivinhema, no Mato Grosso do Sul.
A Apoena surgiu em 1988 como uma campanha para limitar os impactos da usina hidrelétrica de Porto Primavera. Mais tarde, em 2008, ela implantou 30 hectares de mata ciliar no entorno do reservatório da usina.
Nos tempos mais recentes, a entidade tem se dedicado a projetos de restauração florestal, pesquisas ecológicas, educação ambiental e formulação de propostas para as políticas públicas na área socioambiental e enfrentamento da crise climática. Tornou-se Unidade Regional – UR do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica – o Pacto, é integrante da Rede de Ongs da Mata Atlântica – RMA e mantém representação ambientalista no Conselho Estadual de Meio Ambiente – Consema/Semil e nos vários conselhos consultivos nas unidades de conservação do Oeste paulista.
Apoena, outubro de 2024
A entidade também dá apoio à pesquisa acadêmica, sobretudo via parcerias com a ESALQ/USP, para implantação de sistemas agroflorestais e florestas com espécies nativas para armazenamento de carbono no Vale do Paranapanema.
Em 2020 a Apoena recebeu o Prêmio Muriqui, outorgado pelo Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, um dos principais reconhecimentos a projetos ambientalistas no Brasil.

Assentamentos
A entidade atua há pelo menos 20 anos na promoção de educação ambiental e restauração ecológica em assentamentos de reforma agrária nas margens do rio Paraná. Esse trabalho envolve as comunidades de assentados, órgãos ligados à reforma agrária em níveis estadual e federal, movimentos sociais e outras instituições. A entidade gerencia a recuperação do condomínio de reserva legal dos assentamentos Lagoinha, Engenho, Porto Velho e Luis Moraes, reunidos em uma só gleba nas margens do lago de Porto Primavera, a Reserva Florestal do Córrego do Veado.
Corredor de Biodiversidade do Rio Paraná
Projeto desenvolvido em parceria com o Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste, o Cepan. No fim de 2024 ele começou a promover a restauração de 42,5 hectares via semeadura direta em área de reserva legal em assentamento no Oeste paulista. Estão sendo usadas 4 toneladas de sementes de Mata Atlântica e Cerrado coletadas por comunidades indígenas e quilombolas.
Viveiro
Em 2021 a Apoena inaugurou um viveiro com capacidade de produzir 500 mil mudas anuais, destinadas a projetos de restauração próprios ou de terceiros. Ela também produz sementes e mudas nativas e oferece serviços de plantio e manutenção, dentre outros.
Saiba mais
- Apoena
- Facebook Apoena e Corredor de Biodiversidade do Rio Paraná
- Prêmio Muriqui
- “Região foi categorizada como área de extrema importância biológica” – entrevista de Djalma Weffort em artigo de Roberto Kawasak em O Imparcial, 28/6/2020
- “Na semana do meio ambiente, Apoena inaugura viveiro de produção de mudas nativas” – reportagem de Edcarlo Fernandes na TriboVibe, 4/6/2021
- “Plantio de árvores marca comemoração de 35 anos de aniversário da Apoena” – 4/10/2023
- Instagram, post da Apoena – 28/11/2024
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