O governo estadual desenvolve algumas iniciativas de restauração ecológica:
Tocantins Restaura
Empresa lançada em janeiro de 2025 pelo governo estadual com o objetivo de fomentar a restauração no Tocantins. A primeira rodada prevê a recuperação de até 12 mil hectares, inicialmente no Parque Estadual do Cantão.
O lançamento da empresa foi formalizado em parceria com a Silvania – iniciativa global de investimento dedicada à preservação ambiental, com um portfólio de 500 milhões de dólares, apoiado pela Mercuria Energy Trading – e a Geonoma, que será responsável pela criação da SPE, pela execução das operações táticas nas áreas de preservação e trabalhará em parceria com o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), responsável por todas as unidades de conservação do Tocantins.
Veja, janeiro de 2025
Revitalização das Bacias Hidrográficas do Tocantins
Programa desenvolvido pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) e executado pelos comitês de bacia do Tocantins.
O Comitê das Bacias dos rios Manuel Alves e Santo Antônio e Santa Teresa, por exemplo, promovem a coleta de sementes de espécies do Cerrado, destinadas aos quatro Centros de Referência em Recuperação de Áreas Degradadas (CRADs), em Palmas, Gurupi, Natividade e Araguatins. Estes, por sua vez, são encarregados de produzir mudas para a restauração de áreas de preservação permanente e arborização urbana. No início de 2024 foi anunciado o aumento da capacidade de produção do estado para para 400 mil mudas por ano. O governo de Tocantins calcula que é o suficiente para recuperar 360 hectares de áreas de preservação permanente.
“Os Centros de Referência em Recuperação de Áreas Degradadas integram o Estado, a Semarh, os comitês de bacia hidrográfica, as prefeituras municipais, as instituições de ensino e empresas privadas em um único objetivo, recuperação das bacias hidrográficas. A Semarh financia a estrutura dos viveiros que são instalados nas unidades de ensino e os comitês ajudam na coleta das sementes da região da qual faz parte para a produção de mudas, além de se responsabilizarem também pelo mapeamento das áreas que recebem o plantio dessas mudas”, destaca o diretor Aldo Azevedo [ diretor de Planejamento e Gestão de Recursos Hídricos da Semarh].
Conexão Tocantins, agosto de 2023
Plantando Água
Projeto lançado em março de 2024 e que prevê a restauração de 200 hectares de nascentes em quatro comitês de bacias hidrográficas: Santo Antônio e Santa Tereza, Formoso, Lontra e Corda, e Manual Alves da Natividade. Ele também prevê a produção de 400 mil mudas nativas do Cerrado por ano.
As mudas serão produzidas pelos CRADS com sementes coletadas pelos comitês de bacias do estado. Os primeiros plantios serão realizados em Axixá, Gurupi, Almas e Palmas. Os primeiros mutirões de plantio ocorreram em Ananás, Gurupi e Palmas, no mesmo mês.
Entre novembro de 2025 e o começo de 2026, o governo do Tocantins repassous cerca de 17 mil mudas nativas do Cerrado a dez municípios, no âmbito do programa.
Pró-Águas Rio Formoso
Projeto lançado em 2024 em parceria com a Associação de Produtores Rurais do Sudoeste do Tocantins (Aproest), que visa recuperar 2 mil hectares em 18 municípios no entorno da Bacia do Rio Formoso. O esforço de restauração será conduzido pelo Instituto Espinhaço.
Projeto Pró-Espécies
Parceria entre o Naturatins e o Laboratório de Biotecnologia e Culturas de Tecidos Vegetais da Universidade Estadual do Tocantins (Biotecnotins). Em 2025, ele está reintroduzindo mudas de Bromelia braunii, espécie criticamente ameaçada de extinção, em seu habitat natural após serem cultivadas em laboratório. A iniciativa faz parte do Plano de Ação Territorial para Conservação das Espécies Ameaçadas do Cerrado Tocantins (PAT Cerrado Tocantins).
Lixão Zero
Iniciativa lançada em 2025 pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) e que visa sepultar lixões a céu aberto e convertê-los em parques com o plantio de espécies nativas. O primeiro lixão coberto está no município de Juarina.
Outras iniciativas
O governo estadual também coordena ou participa das seguintes iniciativas:
- Restauração de áreas destruída pelo fogo na Aldeia Catàmjê, em Lagoa da Confusão, e no Parque Estadual do Cantão;
- Implantação do Corredor Ecológico do Jalapão, juntamente com o governo federal, por volta de 2010 a 2013;
- Parceria com o Earth Innovation Institute para o fomento de conservação e restauração visando o mercado de carbono;
- Vale mencionar, também, a lei estadual que determina que seja plantada uma muda florestal, de preferência nativa, quando for feito o registro de uma criança no estado.
Viveiros
O Governo do Estado desenvolve o programa Restaura Tocantins, que promove a implantação de viveiros para produção de mudas de espécies do Cerrado para fomentar o processo de recuperação das Áreas de Proteção Permanente (APPs) degradadas e revitalização de bacias hidrográficas.
Segundo o diretor de Planejamento e Gestão de Recursos Hídricos da Semarh, Aldo Azevedo, o programa busca integrar o Estado, a Semarh, os comitês de bacia, as prefeituras municipais, as instituições de ensino e as empresas privadas. “A Semarh financia a estrutura dos viveiros instalados nas unidades de ensino e os Comitês de Bacia Hidrográfica [CBHs] ajudam na coleta das sementes de espécies nativas para a produção de mudas da região, da qual o comitê faz parte, além de se responsabilizarem também pelo mapeamento das áreas que recebem o plantio das mudas”.
Governo do Tocantins, março de 2022
Ele promoveu a instalação de quatro Centros de Recuperação de Áreas Degradadas (Crad), que incluem viveiros com capacidade máxima de produzir 500 mil mudas anuais de espécies do Cerrado. Eles operam com parceiros diversos nos municípios de Gurupi (coma a Universidade Federal do Tocantins/ UFT) , Araguatins (com a Prefeitura), Natividade (com o Colégio Agropecuário local) e Palmas (com a Prefeitura da Capital). Em 2023 eles produziram cerca de 100 mil mudas nativas para a recuperação de 340 hectares.
O governo do Tocantins também mantém um viveiro na APA da Serra do Lajeado.