Programa lançado pela Fundação SOS Mata Atlântica em 2004 para coordenar a ação da sociedade civil organizada, da iniciativa privada, de proprietários de terras e do poder público em projetos participativos de restauração florestal. As empresas ou pessoas físicas podem colaborar de duas maneiras: participação voluntária ou para compensação obrigatória no Estado de São Paulo via Termo de Compromisso de Recuperação Ambiental (TCRA).
O programa atua em três frentes: sequestro de carbono, manutenção da biodiversidade e preservação de recursos hídricos, com ênfase na restauração de matas ciliares.
Além disso, evidenciam que a escala é possível. Desde sua criação, o Florestas do Futuro – TCRA já plantou 1,63 milhão de mudas em 674 hectares, com dezenas de áreas em diferentes estágios de recuperação.
Exame, fevereiro de 2026
O Florestas do Futuro foi viabilizado por uma parceria da SOS com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). O órgão ambiental determina uma compensação por danos ambientais causados em obras ou intervenções diversos e a SOS assegura que a compensação ocorra de maneira segura e efetiva.
Dentre as áreas paulistas onde foi desenvolvido, estão o Haras Maripá, em Jaguariúna, a Fazenda Recreio, em São Sebastião da Grama, e o Sítio Santa Bárbara, em Joanópolis.
Na Fazenda Recreio [em São Sebastião da Grama/SP], foram implantados até o momento 54,9 hectares de floresta, grande parte sob a demanda da Nespresso – empresa de cafés especiais que adota protocolos socioambientais na compra do produto das fazendas. O plantio de árvores pelos fornecedores contribui com a meta de neutralização de carbono na estratégia empresarial de mitigação da mudança climática.
Página 22, fevereiro de 2024
O projeto também foi implantado no Sul da Bahia, no Parque Estadual Serra do Conduru, numa parceria da SOS com o Instituto Floresta Viva.
Saiba mais
- Florestas do Futuro
- “Como obrigações legais viram novas florestas em São Paulo” – Fundação SOS Mata Atlântica, 25/10/2023
- “Valores por trás da xícara” – Sergio Adeodato, Página 22, 11/1/2024
- “Mudança de escala” – Sergio Adeodato, Página 22, 11/1/2024
- “Restauração florestal eficiente já é realidade e Brasil precisa escalar esse modelo” – Rafael Bitante Fernandes e Tainá Sterdi, Exame, 21/2/2026