Governo de Mato Grosso do Sul

O governo estadual desenvolve vários projetos de restauração ecológica, coordenados pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), via Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer).

Dentre eles, vale mencionar:

  • o projeto Sementes do Taquari, que visa plantar 2 milhões de árvores e recuperar 1.300 hectares de pastagens degradadas nas nascentes do rio Taquari;
  • o Programa Estadual de Pagamento por Serviços Ambientais, lançado em 2021, com foco em conservação, restauração e manejo nas as bacias hidrográficas dos Rios Betione, Formoso, da Prata e Salobra. O seu segundo edital foi lançado em junho de 2023;
  • o Bioparque Pantanal, maior aquário de água doce do mundo, que tem um componente de reprodução de espécies raras para repovoamento de rios;
  • a restauração do Parque dos Poderes, em Campo Grande;
  • projeto que visa inserir 800 pequenos produtores rurais no mercado de carbono, via implementação de 2 mil hectares de sistemas agroflorestais em até quatro anos. A iniciativa foi lançada em dezembro de 2023.

O diferencial do projeto é o pagamento pelo crédito de carbono da agrofloresta, o que é possível por meio de plataforma desenvolvida pela Rabobank Acorn que envolve desde a medição do crescimento da biomassa via tecnologia de sensoriamento remoto e a subsequente comercialização do crédito de carbono à sua rede de clientes internacionais.

Semadesc, Governo do Mato Grosso do Sul, dezembro de 2023
  • restauração da nascente e extensão do Córrego Engano, afluente do Rio Ivinhema, no Assentamento Angélica, no município de Angélica, conduzido pela Agraer e acadêmicos da Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul (UEMS) em 2022. Ele envolveu a construção de curvas de nível e o plantio de mudas nativas;
  • acordo firmado em 2023 com a Bracell que assumiu o compromisso de conservar ou, em alguns casos, restaurar 1 hectare para cada hectare onde for realizado plantio de eucaliptos no estado. Serão beneficiados dois parques estaduais em Campo Grande (Prosa e Mata dos Segredos), assim como o Parque Estadual das Nascentes do Rio Taquari e o Parque Natural Municipal do Pombo, em Três Lagoas.

Pacto Pantanal

Projeto lançado em 2025 pelo governo estadual para concentrar iniciativas voltadas à recuperação de rios, infraestrutura e mobilidade na região. Ele também incluirá investimentos em educação de ribeirinhos e pagamento por serviços ambientais. A iniciativa tem orçamento previsto de R$ 1,4 bilhão (valor de março de 2025) até 2030, sendo R$ 426 milhões para ações ambientais. A elaboração do projeto teve participação do Instituto Taquari Vivo.

O pagamento por serviços ambientais no Pantanal foi criado com a instituição da Lei do Pantanal, que entrou em vigor no ano passado, e a criação do Fundo Clima Pantanal, ferramenta que tem por objetivo pagar aos produtores pelo excedente de preservação ambiental da região.

Correio do Estado, março de 2025

Fundo Clima Pantanal

Fundo estadual de fomento à conservação e restauração do bioma, lançado no início de 2025. Ele visa arrecadar recursos para promoção de pagamento por serviços ambientais a produtores rurais da região. Ele vai reunir recursos advindos de multas ambientais e aportes de fontes internacionais.

Viveiros

O Governo do Mato Grosso do Sul mantém dois viveiros para produção de mudas de espécies nativas: