Entidade trabalha desde 2002 pela conservação e a recuperação do habitat dos meros, a maior espécie de garoupa do Oceano Atlântico. Ela atua nove estados e 37 municípios, em parceria com uma rede de pesquisadores e ativistas dedicados à proteção dos peixes da costa brasileira.
Os meros são a maior espécie de garoupa do Oceano Atlântico, e, devido à destruição de seus habitats, sobrepesca e poluição, sofreram um declínio muito significativo nos últimos 65 anos. Considerando toda a área de distribuição da espécie no Brasil, do Amapá à Santa Catarina, a redução das suas populações foi superior a 80%. O que significa que há décadas morrem muito mais meros do que nascem, e por isso esses peixes estão Criticamente Ameaçados e correm sério risco de desaparecer.
Website da Meros do Brasil, julho de 2026
APA de Guapi-Mirim
A partir de 2023, a entidade conduziu a restauração de uma área de 400 metros quadrados de mangue na unidade de conservação, em parceria com a Cooperativa Manguezal Fluminense e a Rede de Conservação Águas da Guanabara. Cerca de 1.250 mudas de mangue-preto, mangue-branco e mangue-vermelho foram plantadas.
Mais de 70 espécies, entre pássaros e peixes, voltaram a frequentar a área, além de caranguejos, um dos principais indicadores da saúde do manguezal.
O sucesso da restauração já pode ser observado também pelo surgimento espontâneo de novas plantas e propágulos, considerados importantes indicadores da recuperação natural do manguezal.
Diário do Porto, julho de 2026
Saiba mais
- Meros do Brasil
- “Plantio de manguezal na Baía de Guanabara recupera meio ambiente” – Diario do Porto, 15/7/2026
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