Entidade criada na Terra Indígena Ibirama-Laklãnõ e dedicada à promoção da reflorestação do Vale do Itajaí com mudas de araucárias. Desde 2016 ele vem produzindo mudas e já promoveu o plantio de 130 mil unidades, mas têm a meta de chegar a 1 milhão em 10 anos.
“As araucárias são sagradas para nós. Não tem como contar a história do nosso povo sem falar sobre ela. O nosso mito de geração diz que o animal de proteção foi feito a partir da araucária, então ela aparece já na primeira história”, conta Carl Gakran, diretor-executivo do Instituto Zág, que coordena junto com sua esposa, Isabel, vice-presidente e diretora ambiental. […] “Seguindo o conhecimento de pessoas mais antigas do nosso povo, a gente conversa com essas sementes, explica para elas o que está acontecendo e faz rituais para a colheita. A gente colhe 60%, não mais que isso, respeitando a árvore e os animais que vão se alimentar dela”, relata. Os indígenas usam técnicas de arvorismo e escalada para colher da árvore, mas também coletam as pinhas que estão no chão. Antigamente, conta Carl, usavam-se esporas de escalada no processo, mas isso machucava a árvore e permitia o crescimento de fungos que poderiam matá-la.
Mongabay, junho de 2026
A entidade, liderada por membros do Povo Xokleng, recebeu o Prêmio Equatorial, das Nações Unidas, em 2023, e o Prêmio Soluções Justas com Gênero e Clima (GJCS), do Grupo Constituinte de Mulheres e Gênero (WGC) e da Women Engage for a Common Future (WECF), em 2024.
Saiba mais
- “Os indígenas que estão plantando uma floresta de araucárias” – Maurício Frighetto, DW, 22/10/2025
- “Povo Xokleng restaura araucárias sagradas em terra indígena de Santa Catarina” – Letícia Klein, Mongabay, 16/6/2026
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