Grupo de líderes dos setores público e privado lançado em 2024 com o objetivo de acelerar a conservação e a restauração de pelo menos 5 milhões de hectares de florestas brasileiras com investimentos de pelo menos U$ 10 bilhões até 2030. Em novembro de 2025 ela já havia levantado US$ 5,37 bilhões.
Com foco na sustentabilidade, a estrutura de negócios no coração dos principais biomas inclui o cultivo do açaí (Euterpe oleracea) e da castanha-do-brasil (Bertholletia excelsa), além da produção do óleo de andiroba (Carapa guianensis) e jambu (Acmella oleracea), entre outros. A rede de soluções indígenas bioeconômicas também abrange práticas agroecológicas e agroflorestais, o ecoturismo, serviços de reflorestamento e o artesanato. Consequentemente, muitos projetos abrem caminho para a criação de ferramentas financeiras, como cooperativas e consultorias.
No entanto, os obstáculos se amontoam, tornando desafiadora a expansão dos empreendimentos indígenas. Problemas vão desde iniciativas que sofrem para conquistar reconhecimento formal até barreiras ao acesso à infraestrutura administrativa e regulatória — como sistemas de registro, licenciamento e apoio operacional, etapas indispensáveis para se administrar um negócio.
Mongabay, janeiro de 2026
Entre os membros fundadores, encontram-se as seguintes instituições: Agni, Banco do Brasil, BNDES, Biomas, BTG Pactual, Conservação Internacional, Corporação Financeira dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional, IDB Invest, Instituto Arapyaú, Instituto Clima e Sociedade, Instituto Itaúsa, Mombak, The Nature Conservancy, Regia Capital, re.green, Grupo Banco Mundial e Fórum Econômico Mundial.
TNC, novembro de 2024
Saiba mais
- “Nova possibilidade para financiar a restauração e bioeconomia” – TNC, 18/11/2024
- “Coalizão Brasileira pela Bioeconomia destina US$ 2.6 bilhões para florestas e projetos liderados por povos indígenas” – ESG News, 23/7/2025
- “Coalizão mobiliza US$ 5,37 bilhões para restaurar florestas brasileiras” – Gabriela Brasil, Um Só Planeta, 18/11/2025
- “Projetos sob gestão indígena buscam investimentos para turbinar bioeconomia — e salvar a natureza” – Sarah Brown, Mongabay, 12/1/2026