Terra Indígena São Marcos

A comunidade Xavante tem promovido sistemas agroflorestais, restauração e produção de mudas em várias aldeias.

A aldeia São Brás desenvolve plantios agroflorestais e recuperação de nascentes desde 2019, com apoio da Coordenação Regional Xavante da Fundação Nacional do Índio (Funai).

Além do plantio agroflorestal de abacaxi, árvores do Cerrado e cultivos anuais de roça, a aldeia busca estratégias e ações para proteger e prevenir a região dos incêndios neste período seco, especialmente em áreas próximas à nascente.

Semana 7, julho de 2022

Mais recentemente, em julho de 2022, a aldeia Namunkurá participou de oficinas de recuperação ambiental e viveirismo promovidas pela Funai.

Já a comunidade Campo Alegre mantém um viveiro de plantas nativas, destinadas a um plantio consorciado de culturas anuais, frutíferas e hortaliças.

Ö ihöibaré, abhu tsima ‘wara – Água viva, Cerrado em pé

Projeto desenvolvido entre 2022 e 2024, e executado pelo Instituto Flor de Ibez, com apoio do programa REM MT, do governo de Mato Grosso, e recursos europeus. Ele promove ações de conservação e restauração, bem como fortalecimento da soberania alimentar e hídrica. Ele também envolveu a comunidade da Terra Indígena Pimentel Barbosa.

O projeto impulsionou a transição para o retorno de uma alimentação mais saudável, recuperando práticas tradicionais de cultivo. Foram implantados quintais produtivos e sistemas agroflorestais, com espécies nativas e frutíferas como pequi, baru, jatobá, abacate, banana e cítricos.

Água Boa News, agosto de 2025

ACNUR

A agência das Nações Unidas para refugiados tem, em meados de 2026, planos de apoiar restauração na TI São Marcos, via seu fundo Refugee Environmental Protection Fund. A área tem recebido muitos refugiados venezuelanos.

O fundo transforma projetos ambientais — como reflorestamento, recuperação de ecossistemas e adoção de cozinhas limpas (facilitando o acesso a métodos de cocção menos poluentes e mais seguros à saúde) — em mecanismos permanentes de geração de receita via mercado de carbono, reduzindo a dependência exclusiva de doações. Os primeiros projetos já estão em implementação em Uganda e Ruanda, com Bangladesh e Brasil na fila.

Um Só Planeta, junho de 2026